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Com crédito em alta, empréstimos crescem 10% em MS
26 de Julho de 2010

Henrique de Matos do Diário MS Online

A alta na oferta de crédito tem levado os sul-mato-grossenses a pedirem mais dinheiro emprestado aos bancos. Segundo as instituições bancárias em atividade em Mato Grosso do Sul, o crescimento no estoque de empréstimos chega a quase 10% no primeiro semestre do ano no Estado.
A estimativa é confirmada pela superintendência da Caixa Econômica Federal no Estado. Conforme o banco, a contratação de crédito teve uma alta de 9,78% nos primeiros meses do ano em MS. A alta tem sido puxada principalmente pelo crédito rotativo (cheque especial), que apresentou um crescimento de 21,7% no volume de empréstimos.
Ainda segundo a Caixa, também houve um crescimento de 15% na utilização do cartão de crédito entre os correntistas no primeiro semestre. Outra linha de crédito que apresentou crescimento no número de contratações foi a de consignação (crédito com desconto em folha de pagamento), com alta de 8%.
A gerência regional do Banco do Brasil em Dourados também contabiliza um aumento na concessão de empréstimos. De acordo com o analista Walter Vieira, nos primeiros seis meses do ano, foi registrada uma migração para as linhas de crédito com menores taxas de juros. Segundo ele, o empréstimo consignado foi o que apresentou maior crescimento nos últimos meses, seguido pelo crédito imobiliário. O Banco do Brasil também registrou um crescimento na linha de crédito para veículos. “Pudemos observar que houve um crescimento na concessão de empréstimos, principalmente, nos consignados, que apresentam taxas de juros inferiores as pessoas linhas de crédito pessoas”, comentou o analista.

PAÍS

No país, o crédito bancário bateu novo recorde no primeiro semestre. De acordo com o Banco Central, o estoque de empréstimos cresceu 8% no período e chegou a R$ 1,53 trilhão. O aumento foi de 2% em relação a maio e de 19,7% em 12 meses. O valor representa 45,7% do PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país em um determinado período).
A taxa média de juros caiu pela primeira vez em três meses, de 34,9% para 34,6% ao ano. Para pessoas físicas, recuou para 40,4% ao ano (-1,1 ponto percentual). Para empresas, avançou pelo segundo mês, de 26,9% para 27,3% ao ano.
De acordo com o BC, o aumento dos financiamentos continua sendo puxado pelos empréstimos com recursos subsidiados, principalmente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para empresas e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e poupança para a casa própria.
O crédito com recursos livres (sem subsídio) para pessoas físicas cresceu 7,6% no ano, enquanto os empréstimos para empresas subiram 5,6%. Os empréstimos com subsídio avançaram 11,3%, sendo 10,5% no BNDES e 21,4% na habitação.
Com isso, os bancos públicos continuaram na liderança do crescimento, com um aumento de 10% na sua carteira, acima dos 8,2% dos bancos nacionais privados e dos 3,7% dos estrangeiros que atuam no país. O empréstimo consignado (conta desconto em folha de pagamento) cresceu 14,4% no acumulado do ano e alcançou a participação inédita de 60% do crédito pessoal.


 
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