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Fim do bolão diminui em 30% arrecadação de lotéricas
04 de Março de 2010

Henrique de Matos do Diário MS Online

A proibição da prática de bolões já tem afetado o movimento nas casas lotéricas em Dourados. Em menos duas semanas, os empresários do setor já contabilizam uma redução de até 30% no número de apostas e na arrecadação das lotéricas.
As apostas por bolões foram proibidas no final do mês passado pela Caixa Econômica Federal após a repercussão negativa do caso do grupo de apostadores de Novo Hamburgo (RS) que acertou as seis dezenas da Mega-Sena, mas não teve o bilhete registrado.
Conforme o vice-presidente do Sindicato dos Empresários Lotéricos de Mato Grosso do Sul, Armando Zarpelon, apesar da Caixa não ter emitido nenhum comunicado oficial proibindo a prática dos bolões, todas as casas lotéricas instaladas em Dourados suspenderam a realização dos bolões. Segundo ele, a medida tem afetado diretamente no movimento das casas lotéricas, que amargam uma queda de 20% a 30% no número de apostas. “O bolão é uma tradição entre os apostadores. É a principal modalidade de aposta em todo o país. A proibição já afetou movimento e a arrecadação. Aqui, nestes primeiros dias, senti uma queda de 30% no número de apostas”, comentou.
Zarpelon informou que os sindicatos e a federação que representam o setor estão buscando medidas que possam regulamentar a prática dos bolões. “Precisamos buscar uma solução junto a Caixa Econômica. O fim dos bolões foi muito ruim para as casas lotéricas, que tiveram uma queda vertiginosa no número de apostas”, disse o empresário.
Opinião semelhante tem o empresário Eduardo Kumagai, que é dono de uma casa lotérica em Dourados. Conforme ele, os bolões sempre foram um diferencial para as empresas do setor, principalmente pela aceitação dos clientes a modalidade de aposta. “Os próprios clientes gostam do bolão. Eles chegam ao terminal de atendimento e já pedem. Com a proibição dos bolões, naturalmente acaba caindo o número de apostas. Isso é negativo para as casas lotéricas”, comentou.
Para o empresário, diante dessa nova realidade, é necessário que a Caixa Econômica e a as casas lotéricas uma alternativa que possa suprir os prejuízos provocados pelo fim do bolão. “O caminho poderia ser até a regularização do bolão. Seria importante que, em parceria com as casas lotéricas, a Caixa busque um novo mecanismo que possa compensar esse prejuízo que as lotéricas estão tendo com a proibição do bolão”, relatou.

 
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