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Indústria inicia 2010 com ritmo estável, aponta CNI
02 de Março de 2010

A atividade industrial manteve, neste início de ano, ritmo similar ao registrado no final de 2009, revela a Sondagem Industrial divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) ontem, que passa a ser mensal, em vez de trimestral. O indicador de evolução da produção ficou em 49,2 pontos em janeiro de 2010.
O fato de estar muito próximo da linha divisória de 50 pontos aponta que a produção da indústria ficou praticamente estável na comparação com dezembro passado. Nesta pesquisa, os indicadores variam de 0 a 100, e valores acima de 50 pontos indicam crescimento ou expectativa positiva dos empresários.
Com a manutenção do ritmo da produção em janeiro, o nível de estoques ficou abaixo do planejado nas empresas (indicadores inferiores à linha de 50 pontos). As de pequeno e médio portes registraram, respectivamente, indicadores de 46,4 pontos e 47,8 pontos. As empresas de grande porte, contudo, registraram estoques de acordo com o planejado, com indicador de 50,4 pontos.
A indústria operou, em média, com utilização da capacidade instalada (UCI) abaixo do usual para meses de janeiro, mantendo o mesmo cenário do mês anterior, o que ainda aponta a existência de ociosidade do parque industrial. O indicador de UCI efetiva em relação ao usual ficou em 46,3 pontos para as pequenas empresas e 48,1 pontos para as médias. No caso das grandes empresas, a UCI ficou em 49,7 pontos, de acordo com o usual para meses de janeiro.
Para os próximos seis meses, o empresário industrial espera aumento da demanda por produtos. O índice de expectativa de evolução de demanda registrou crescimento, passando de 62,9 pontos para 66,2 pontos. O indicador aumentou para todos os portes de empresas e em todos os setores. Em 25 dos 27 setores considerados, o índice supera 60 pontos.
Os empresários também mostram otimismo em relação a exportações futuras. O novo índice de expectativa de evolução da quantidade exportada registrou 53,5 pontos. A partir da pesquisa mensal, substituiu-se a expectativa de evolução das exportações pela evolução da quantidade exportada. O gerente-executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, explicou que se eliminam, dessa forma, os efeitos das variações cambiais ou de preço, permitindo conhecimento mais preciso da demanda externa prevista pelos empresários. Pequenas e grandes empresas esperam crescimento, enquanto médias acreditam em estabilidade. Dezessete setores registraram índices superiores a 50 pontos.
Nos próximos seis meses, a indústria pretende, ainda, intensificar as compras de matérias-primas. O índice passou de 59,8 para 64,6 pontos em fevereiro. Empresas de todos os portes registraram expectativa de crescimento nas compras, mas, entre as grandes, o índice se reduziu na comparação com janeiro. Todos os setores registraram índices superiores a 50 pontos.
A Sondagem Industrial mensal foi realizada junto a 1.211 empresas, entre 1º e 24 de fevereiro último.

 
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