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Política |

Procurador-Geral do MPE denuncia prefeito de Dourados 08 de Março de 2010 |
O Procurador-Geral de Justiça do MPE (Ministério Público Estadual), Miguel Vieira da Silva, ofereceu denúncia na sexta-feira, ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de MS), contra o prefeito de Dourados, Ari Valdecir Artuzi, acusado de ser “integrante da quadrilha presa pela Polícia Federal na operação Owari”. As denúncias envolvem crimes de quadrilha ou bando, de fraude à licitação, de corrupção, entre outros.
De acordo com release distribuído pela assessoria do MPE, “a quadrilha fraudava licitações públicas para a exploração de prestação de serviços em várias áreas, como saúde e a atividade funerária. Entre os denunciados estão agentes políticos, servidores públicos, empresários e profissionais liberais.
Na investigação efetuada pela Polícia Federal, aponta o Procurador-Geral de Justiça que
ficou evidenciada a existência de uma organização criminosa voltada à prática de vários crimes, muitos deles em prejuízo da administração pública, realizados através de contratos firmados entre suas empresas, algumas em nome de terceiros, com empresas públicas e municípios, advindos de procedimentos licitatórios fraudados, direcionados previamente para a contratação das empresas.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), por delegação do Procurador-Geral de Justiça Miguel Vieira da Silva, deu continuidade aos trabalhos investigatórios efetuados pela Polícia Federal, realizando diligências no sentido de materializar o envolvimento do atual prefeito de Dourados no esquema montado para beneficiar a organização criminosa da família Uemura com uso de dinheiro público.
Também foram denunciados o comerciante Sizuo Uemura e o filho dele, Eduardo. A denúncia atinge ainda o ex-secretário de Governo Darci Caldo, o ex-assessor especial da Prefeitura de Dourados, Jorge Antônio Dauzacker da Silva, o diretor de Departamento de Habitação da cidade, Astúrio Dauzacker da Silva, os vereadores Humberto Teixeira Júnior, Paulo Henrique Amos Ferreira e Sidlei Alves da Silva, o ex-secretário de Saúde Sandro Barbara e o engenheiro da prefeitura Fabiano Furucho.
A Operação Owari da PF aconteceu em julho do ano passado, quando foi feita a prisão de 42 pessoas, entre políticos, servidores públicos, empresários e profissionais liberais.
VÍTIMA
No sábado de manhã, durante entrevista à Rádio Grande FM, o prefeito disse que está sendo vítima de preconceito e de perseguição por parte de “grupos poderosos” que não aceitam que ele seja prefeito da segunda maior cidade do Estado. Ari diz que tal perseguição não vai impedi-lo de cumprir os compromissos que assumiu com a população de Dourados.
Tentando desviar a atenção para outro lado, Artuzi disse quem deveria ser preso é o ex-prefeito (Laerte Tetila), já que as licitações e contratos foram feitos na administração dele. Ele diz que quem tem culpa no cartório não é ele e que todo mundo sabe quem deve na Operação Owari.
O prefeito continuou disparando acusações vazias, sem citar nomes ou dar provas. “Aqueles que insistem em me perseguir vão cair do cavalo”. Ele fala na existência de políticos “por trás do MPE”. “Isso é coisa mandada”, disse. Mas, mesmo questionado de todas as formas, não citou nenhum nome dos tais “políticos poderosos”.
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