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Política |

Na política não se inventa, diz Lula 02 de Março de 2010 |
Folhapress
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o melhor tipo de governo é que o que faz o óbvio. “Na política, a gente não inventa”, afirmou o presidente, durante a inauguração de uma fábrica de tratores em Sorocaba (SP).
O evento contou com a participação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), os dois principais pré-candidatos à Presidência. Segundo Lula, a política não se aprende na universidade e que fazer o óbvio pode ser difícil. “A arte de governar é exatamente fazer as coisas simples”, disse.
Para o presidente, os governos anteriores não agiam com simplicidade. “O Brasil estava naquela época como o time do Corinthians hoje: pesado. Time que ficou assustado com a leveza dos meninos do Santos”, afirmou. No domingo, o Santos venceu o Corinthians por 2 a 1 pelo Campeonato Paulista.
O presidente voltou a defender a continuidade da política econômica do seu governo. “Uma empresa, como essa, se não houver sequência ao que vem acontecendo no Brasil para que essa empresa possa vender mais, da mesma forma que abriu, ela fecha como outros momentos da história do país”, disse.
DILMA
A ministra Dilma disse que o Estado de São Paulo foi o principal beneficiário da política econômica do governo federal feita durante a crise financeira no fim de 2008.
“Essa determinação beneficiou o Brasil como um todo, mas beneficiou de uma forma especial São Paulo, porque São Paulo é hoje um dos maiores centros produtores de máquinas e equipamentos do Brasil”, afirmou a ministra. Vestida de vermelho, a ministra mostrou animação. “Quero quebrar o protocolo e saldar primeiro os trabalhadores e trabalhadores aqui presentes”, disse.
Dilma também afirmou que a reinauguração a nova unidade da CNH (Case New Holand), da Fiat, fechada em 2001, é reflexo da política de agricultura do governo. “É um projeto que significa na garantia de alimentos para o Brasil, quando definimos em 2008 que iríamos financiar 70 mil tratores”, afirmou.
A ministra defendeu ainda o que chamou uma “política conjugada”, que, segundo ela, é uma combinação de incentivo ao consumo interno com a disponibilizarão do crédito. “Isso explica a pujança do país”, disse. |
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